quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Faróis: Quais lâmpadas são permitidas por lei


Q uem não gosta de dar uma incrementada no fusquinha ? Uma das maneiras de se fazer isso é trocando as lâmpadas dos faróis, dando um aspecto, por vezes, até mais moderno ao veículo. A troca das lâmpadas também pode melhorar a visibilidade para o motorista e, consequentemente, a segurança.
Mas quais lâmpadas, diferentes das halógenas encontradas na maioria dos veículos, podem ser instaladas no carro? Uma das opções são as lâmpadas quem tem o bulbo pintado de azul e emitem um facho branco de luz, muito populares àqueles que gostam de personalizar os carros. Para esse consumidor, a Philips criou a Blue Vision, e a Osram lançou, no mesmo período, a Cool Blue.

As lâmpadas de Xenon são as mais eficientes e populares, o problema é que o usuário pode ser multado. Para resolver essa questão, é necessário que o dono do veículo compareça a uma inspeção de órgãos credenciados pelo Inmetro. Com a aprovação em mãos, o usuário deve comparecer ao Detran e solicitar essa alteração. Mesmo com tudo legalizado, deve haver ainda uma observação no documento do veículo a respeito das lâmpadas instaladas.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Postura correta no volante


Muito mais do que fazer a manutenção e deixar em dia as revisões, é necessário saber qual é a postura correta diante do volante. Não é apenas uma questão de ser ou não um bom motorista. A postura também influencia na qualidade de vida do motorista.
 Ao acomodar-se no banco de seu fusca, o motorista deve verificar se os pedais estão ao alcance de seus pés. Além disso, os pulsos devem alcançar o topo do aro do volante, ou seja, os cotovelos ficam dobrados o suficiente para oferecer uma dirigibilidade confortável. Lembre-se: os braços não devem ficar nem muito esticados e nem muito dobrados, o ideal é manter a distância mediana para ficar confortável e trocar de marchas. Aliás, as trocas de marchas devem ser feitas com a palma da mão
sobre o topo da alavanca, mantendo sempre um ângulo reto.
Além disso, é necessário verificar a postura do banco. Nem muito ereto e nem muito inclinado. O ideal é manter uma postura confortável que complemente as etapas das pernas, alcance a marcha e, principalmente, o cinto de segurança. Um bom momento para avaliar isso é durante o test drive. Uma dica de ouro é que quanto mais recursos o carro oferecer para ajustes, mais confortável será dirigir. (dificil é encontrar um fusca com regulagens no volante, no banco entre outros)
Dirigir é super gostoso, e com os cuidados no volante se torna melhor ainda. Aproveite nossas dicas e proteja o seu fusca acessando sempre o  F.F.A

Segurança nas quatro rodas


É através dos pneus que toda a potência do carro passa para a pista, por isso, eles merecem cuidados especial. Confira 8 dicas com o Fórum Fusca Ativo para focar na sua segurança e na vida útil dos pneus:

1 – Calibre os pneus toda a semana, seguindo a indicação do manual do fabricante do veículo. O uso de pneus e rodas diferentes modifica a performance do carro.
2 -Faça o rodízio. Troque os pneus dianteiros pelos de trás a cada 8.000 km, no caso de pneus radiais e a cada 5.000 km rodados, para os pneus diagonais. Utilize o estepe no rodízio.
3 -Evite a sobrecarga no carro. O excesso de peso compromete a estrutura do pneu e aumenta os riscos de estouro ou outros problemas.
4 – Faça a manutenção preventiva de todo o veículo. Amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas trabalham diretamente com os pneus.
5 – Use o pneu indicado para a superfície. O uso inapropriado provocará perdas no consumo de combustível, na estabilidade e na durabilidade do veículo.
6 – Alinhamento e balanceamento devem ser feitos sempre que o veículo sofrer impactos fortes, na troca de pneus, quando os pneus apresentarem desgastes irregulares, ao serem substituídos componentes da suspensão, quando o veículo estiver “puxando” para um lado ou a cada 10.000 km, como indica o manual do usuário.
7 – Não permita o contato do pneu com derivados de petróleo, como solventes. Essa exposição pode danificar seriamente os materiais do pneu.
8 -Seja um motorista defensivo. Freadas fortes, mudanças bruscas na direção, cantar pneu e passar rápido em lombadas e buracos reduzem muito a vida útil dos pneus.

Dolly

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O presidente mais pobre do mundo

José Mujica, presidente do Uruguai, com seu fusca 87 (Foto: Reprodução)Aos 77 anos, o uruguaio José Mujica, presidente do Uruguai, é um ex-guerrilheiro tupamaro que passou 14 anos preso, a maioria durante a ditadura uruguaia (1973-1985). Ele vive em uma pequena chácara nos arredores de Montevidéu junto com sua esposa, a senadora Lucía Topolansky. Ali cultiva flores e hortaliças que vende nos mercados locais.
Quando não está realizando trabalhos oficiais, o chefe de Estado faz questão de dirigir o seu próprio carro, um fusca azul, de 1987, avaliado em pouco mais de US$ 1.000. Mujica dispensa empregados. Faz suas próprias compras no bairro onde vive e frequentemente é visto em restaurantes populares com seus colaboradores no entorno da sede do Governo, no centro de da capital uruguaia.
Seu salário, de US$ 12,5 mil mensais, não fica todo com ele. O presidente uruguaio fica com US$ 1.250 e doa 90% para a construção de casas populares. Segundo sua última declaração de renda, de abril passado, seu patrimônio e o de sua esposa somam cerca de US$ 212 mil. Eles possuem três terrenos, três tratores e dois carros de 1987."Se tenho poucas coisas, preciso de pouco para sustentá-las", disse recentemente em uma à BBC.
Por conta dessa vida frugal, Mujica é considerado 'o presidente mais pobre do mundo'. E agora é inspiração para um novo perfume. Martín Sastre pretende criar uma fragância com as flores que Mujica cultiva em sua chácara. Segundo o artista, as flores do presidente uruguaio guardam "a essência do autêntico luxo".
A ideia ainda não recebeu o sinal verde do presidente. Mas já tem até nome, "U from Uruguay", e anúncio publicitário. Sastre, artista audiovisual e diretor de cinema nascido em Montevidéu em 1976 e que mora em Madri, disse reconhecer Mujica como "ícone global por causa de sua filosofia de vida", por isso a intenção de criar o perfume.
Se o projeto for concretizado, a fragrância de "Pepe" (como o presidente é popularmente conhecido) seria vendida através de fundações públicas para arrecadar dinheiro e criar um fundo de fomento da produção artística.

15 dicas importante

Pra você que comprou recentemente seu fusca aqui vai as manutenções a serem realizadas  para que ele fique sempre em boa forma. Assunto importante, não só para os fiéis seguidores do fusca, mas para os amantes de velharias ambulantes em geral.
Segue o xequelisti, para todos os amigos do blog:


(é recomendável a realização das manutenções a seguir especialmente apos a compra)

1. Troque todos os fluídos (freio, óleo de câmbio e óleo do motor. Quando for trocar o óleo do motor, aproveite e troque a peneirinha de filtragem - Ninguém nunca troca.). 
(Freio: quando abaixar no reservatório/ Oleo de Câmbio: Completar anualmente/ Oleo: Cada 5.000 km)

2. Troque o filtro de ar e de gasolina (Quando aparentarem sujeira)

3. Se a correia tiver qualquer sinal de desfilamento nas bordas, troque-a. (quando necessário)

4
. Troque as velas. Mesmo que aparentem bom estado, você não sabe o quanto já rodou.  (quando necessário)

5. Troque o platinado e o condensador. São peças baratas e que incomodam muito quando estão deterioradas.  (quando necessário)

6. Ligue o motor no escuro e dê umas aceleradas. Se enxergar fagulhas próximo aos cabos de velas, troque-os.

7. A alavanca do freio de mão deve travar até o terceiro ou quarto estalo. Se for mais, regule.

8. Se o motor estiver fazendo um barulho tipo tic-tic-tic sincronizado e meio alto, regule as válvulas.
9. Levante cada roda (ou ponha o carro num eleva-car) e gire cada roda. Ela deve girar bem livre e sem ruídos. Se estes ocorrerem, cheque rolamentos quanto a estado e lubrificação e também o freio nesta roda.

10. Gire a direção. Note que ela faz um breve movimento mais leve e então fica mais pesada e começa a girar a roda. Isto é a folga, que não deve ser muito grande. Se tiver muita, regule a caixa de direção ou troque-a.

11. Se o volante tremer em determinadas velocidades, pode ser rodas desbalanceadas ou componentes de suspensão com folga.

12. Verifique (ou providencie) grossa borracha para ser colocada entre a bateria e o banco traseiro do fusca. (Importantíssimo: Alto risco de incêndio).

13. Verifique estado da fiação no capo dianteiro e também no cofre do motor. No caso de fios desencapados, fita zolante neles. Se for mais grave, eletricista.

14. Verifique (com frequência) o funcionamento das luzes do carro.

15. Verifique lonas de freio (espessura).

Regulagem carburadores


Procedimento para carburador Solex H-30 PIC / PICS

Passo 1) Ligue o carro. Acelere o motor, girando o parafuso de marcha lenta com uma chave de fenda(aquele parafuso do carburador que fica próximo ao cabo do acelerador), até atingir aproximadamente 900 rpm.

Passo 2) Aperte o parafuso de regulagem da mistura no sentido horário (aquele que fica próximo do bujão do gicleur principal), até que o motor começe a perder rotações. Retorne a regulagem no sentido anti-horário, até o motor ganhar o maior número de giros, este é o ponto ideal.
Passo 3) Se a rotação do motor estiver alta demais depois do ajuste da mistura (passo 2), reajuste a rotação em 900 rpm no parafuso de marcha lenta (passo 1) e refaça a regulagem da mistura (passo 2).
Passo 4) A regulagem da marcha lenta sempre deve terminar no parafuso de mistura.

E lembre-se, uma marcha lenta econômica e estável não depende tão somente do carburador, mas de diversos outros componentes como a ignição e as condições do próprio motor.


Procedimento para carburador Solex H-32 PDSI-T (Carburação dupla)


A regulagem perfeita de dupla carburação só é possível através do uso de um equalizador. Este é um equipamento específico que normalmente apenas oficinas especializadas têm. Vamos aqui apresentar o procedimento para se obter uma regulagem provisória, que deve ser utilizada apenas em situações onde não se tem acesso ao equipamento adequado.

Passo 1) Desconecte as duas hastes do acelerador.
Passo 2) Solte os parafusos de marcha lenta até os eles desencostarem dos apoios nos carburadores. Se o motor morrer já um bom sinal.
Passo 3) Com cuidado, aperte os parafusos da marcha lenta até que eles encostem em seus respectivos batentes na base do carburador, contando as voltas dadas no parafuso. Tenha o cuidado de apertá-los igualmente dos dois lados, deixando as borboletas levemente abertas. Ligue o motor e verifique se a marcha lenta está em torno de 900 rpm. Quanto mais precisa for a regulagem dos parafusos , mais suave e econômica será a marcha lenta obtida. Altere a abertura das borboletas com o motor em funcionamento, alternando entre o lado direito e esquerdo, sempre procurando o funcionamento mais estável e suave do motor.
Passo 4) Aperte o parafuso de regulagem da mistura no sentido horário (aquele que fica próximo do bujão do gicleur principal), até que o motor começe a perder rotações. Retorne a regulagem no sentido anti-horário até o motor ganhar o maior número de giros. Este é o ponto ideal. Proceda dessa maneira alternadamente entre os carburadores até conseguir o maior giro possível.
Passo 5) Se a rotação do motor estiver alta demais depois do ajuste da mistura (passo 4), reajuste a rotação em 900 rpm nos parafusos de marcha lenta (passo 3) e refaça a regulagem da mistura (passo 4).
Passo 6) A regulagem da marcha lenta sempre deve terminar nos parafusos de mistura.
Passo 7) Quando terminar a regulagem, desligue o motor e recoloque as hastes dos aceleradores.
Passo 8) Com chaves fixas de 6mm e de 7mm, solte a porca e a contra porca da haste direita. Observe se, acelerando com a mão no centro de acionamento (onde está o cabo do acelerador), os dois carburadores iniciam a abertura das borboletas simultaneamente. Esta regulagem é feita na haste direita, alterando-se o seu comprimento. Faça com muito cuidado esta regulagem pois se ela não for bem feita vai causar um excesso de consumo de combustível.

Substituindo a correia do motor

Todas as pessoas que dirigem um Fusca deveriam saber trocar a correia do motor, bem como ter sempre consigo uma correia e as ferramentas necessárias para trocá-la.
As ferramentas consistem em uma chave estrela de 13/16 mm e uma chave de fenda média.
Se a luz de advertência do alternador/dínamo acender no painel, pare o carro imediatamente e desligue-o. Verifique se a correia não rompeu. A correia além de acionar o alternador/dínamo também aciona a ventoinha do motor. Se ela arrebentar o motor irá ficar sem refrigeração, irá superaquecer em segundos e pode fundir rapidamente.
Para substituir a correia, gire a polia do alternador/dínamo e coloque a fenda existente atrás da polia à direita do centro da polia. Coloque uma chave de fenda nessa fenda da polia para impedir que ela gire enquanto você afrouxa a porca com a chave estrela.

Após remover a porca você pode remover a metade posterior da polia, uma pequena arruela em cone (apoio da porca) e os espaçadores (que são na verdade algumas arruelas que ficam entre as polias).

Devem existir muitos espaçadores entre as polias. São eles que regulam a tensão da correia. Quanto mais arruelas estiverem entre as polias, mais frouxa ficará a correia e vice-versa. Encontrar a quantidade certa de espaçadores é a parte mais difícil deste trabalho. Antes de pôr a correia nova, coloque umas poucas arruelas a mais em relação as que estavam sendo usadas com a correia antiga (senão a correia nova ficará muito esticada).

Agora vamos lá. Coloque a correia nova no lugar e recoloque a metade posterior da polia. Aperte uma metade da polia contra a outra e vá acertando a correia na posição correta dentro da polia. Enquanto segura as metades da polias juntas (com a correia no meio) coloque a arruela em cone (apoio da porca) e a porca da polia no lugar. Dê um aperto inicial na porca com a mão (apenas para manter o conjunto montado).

Seja cuidadoso para não deixar a correia mal encaixada no "trilho" central da polia de forma que as metades da polia fiquem adequadamente aproximadas. Aperte a porca com a chave estrela. Com a mão, gire a polia algumas vezes para ajudar a correia a ficar bem centralizada na polia.

Agora, mais uma vez, use a chave de fenda para evitar que a polia gire enquanto você dá o aperto final na porca.

Verifique a tensão da correia. Deve haver uma folga na correia de aproximadamente 3 cm.

É recomendável checar a conservação da correia regularmente e substituí-la em caso dela apresentar fibras soltas, embranquecimento ou rachaduras na borracha (ressecamento). Afinal, esse cuidado se justifica pois é bem mais cômodo fazer esse serviço na oficina de casa do que na beira de alguma estrada deserta...

Dica de hoje é para os freios

A maioria dos automóveis atualmente utiliza o sistema de freios composto por discos na dianteira e tambores na traseira (salvo alguns carros top de linha e importados que possuem freios a disco nas quatro-rodas). Nessa matéria trataremos dos cuidados com este vital item de seguraça. Na primeira parte abordaremos os freios a tambor.
Quando o freio é acionado, estando o carro em movimento, a concentração de peso do veículo é transferida para as rodas dianteiras (deslocamento do centro de gravidade), fazendo com que o sistema de freio necessite de mais potência na frente, como a que é proporcionada pelos freios a disco. Nem por isso deve-se deixar de lado a correta manutenção dos freios a tambor (que podem equipar também as rodas dianteiras em alguns carros mais antigos).
Outro ponto a ser observado é em relação ao freio de estacionamento (ou de mão) que normalmente tem atuação sobre as rodas traseiras e, portanto, no sistema a tambor. Por ser essencial para manter o veículo imobilizado no local estacionado, todo o sistema deve estar em boas condições, que inclui regulagem do mecanismo e lonas em bom estado.
Como muitos componentes do carro, as lonas de freio – usadas no sistema de freios a tambor – estão sujeitas a desgaste e devem ser trocadas a cada 40 mil quilômetros na maioria dos carros. Mas se você conduz seu veículo por estradas de barro e com muita poeira ou transitar freqüentemente por lugares alagados, este prazo cai pela metade.
Muitas vezes (por exemplo) o freio de estacionamento não está funcionando bem e a causa pode não ser o desgaste das lonas, e sim necessitar de uma simples regulagem para resolver o problema. Por isso, antes de optar pela troca das lonas toda vez que notar perda de eficiência, verifique se uma regulagem no cabo do freio de mão não é o suficiente.
Os tambores costumam apresentar dois defeitos: ovalização ou riscamento. O primeiro pode ser causado por resfriamento abrupto, aplicação do freio de estacionamento com muita força ou ainda aperto excessivo dos parafusos de roda, como era comum acontecer com os Fuscas mais antigos. Quando a superfície de atrito do tambor não gira como um círculo perfeito, existe ovalização, o que torna a frenagem irregular, produzindo vibração no pedal de freio e no carro.
Se o tambor for retificado, a ovalização é eliminada, embora o diâmetro interno do tambor aumente. Portanto, às vezes é preciso que a lona seja mais espessa em relação a original, para que os raios do tambor e da lona não fiquem diferentes, o que irá provocar perda da eficiência devido a menor superfície de contato. Porém cuidado, pois quantidades excessivas de retíficas deixam o tambor fino demais, tornando-o mais sensível ao calor, ovalizando-se com mais facilidade.
Já o riscamento é conseqüência do contato direto do patim com o tambor, quando as lonas gastam-se totalmente (patim é à parte do freio onde a lona é rebitada). A poeira em excesso também pode riscar, caso penetre no interior do tambor. Como no caso anterior o tambor precisará ser retificado, eliminando-se as imperfeições da superfície de atrito. O custo de sua manutenção é relativamente baixo, e o serviço pode ser executado em poucos minutos. Sua segurança deve estar em primeiro lugar, portanto, freios são uma questão importantíssima na planilha de manutenção de seu automóvel.

12 dicas para vela do seu fusca

Uma vela em boas condições é essencial para garantir o bom funcionamento do motor. Confira as 12 dicas práticas sobre o estado da vela.
Uma vela em boas condições é essencial para garantir o bom funcionamento do motor. Confira a seguir 12 dicas práticas sobre o estado da vela: a aparência dos eletrodos e do isolador revela informações importantes sobre o funcionamento da vela, o combustível e o motor. Analisando o estado da vela de ignição você pode identificar o problema do motor.
Mas antes de uma avaliação, duas condições devem ser satisfeitas:
O veículo deve ter rodado um percurso de pelo menos 10 Km, com o motor funcionando em diferentes rotações, todas situadas na faixa média de potência;
Evite um funcionamento prolongado em marcha lenta antes do desligamento do motor.

01.NORMAL
- O pé do isolador apresenta-se amarelado/cinza ou marrom-claro.
- Motor em boas condições.
- Índice térmico da vela está correto.
02.FULIGINOSA (CARBONIZAÇÃO SECA)
O pé do isolador, os eletrodos e a cabeça da vela cobertos por uma camada fosca de fuligem preto/aveludada (seca).
Causas: carburador regulado com mistura rica.
- Filtro de ar sujo.
- Afogador automático com mau funcionamento.
- Afogador manual puxado por longo tempo.
- Uso de combustível fora da especificação.
- Motor funcionando em baixa rotação por tempo prolongado.
- Ponto de ignição atrasado.
- Uso de vela incorreta - vela muito fria para o tipo de motor.
Efeitos: falhas de ignição.
- Motor falha em marcha lenta.
- Dificuldades de partida a frio.
Soluções: regulagem correta do carburador e do ponto de ignição.
- Examine a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
-Substituia o filtro de ar.
- Acelere o motor (rodando com o veículo) lentamente até a carga total (rotação máxima), para queimar os resíduos de carbono.
- Evite que o motor funcione por muito tempo em marcha lenta, especialmente quando estiver frio.
- Utilize vela correta para o tipo de motor.
03.OLEOSA (CARBONIZAÇÃO OLEOSA)
O pé do isolador, os eletrodos e a carcaça apresentam-se cobertos por uma camada fuliginosa, brilhante, úmida de óleo e por resíduos de carvão.
Causas: em motores de 2T - óleo em excesso na mistura.
- Em motores de 4T - óleo em excesso na câmara de combustão - guias de válvulas, cilindros e anéis do pistão estão gastos.
Efeitos: dificuldade na partida.
Falhas de ignição - motor falha na marcha lenta.
Soluções: em motores de 2T, use a proporção correta de mistura.
Em motores de 4T, retifique o motor - troque as velas.
04.RESÍDUOS LEVES DE CHUMBO
Resíduos amarelado-escuros no isolador. O pé do isolador coberto por uma fuligem amarelo-clara, aspecto de fosca a brilhante.
Causas: aditivos antidetonantes no combustível, como tetraetila e tetrametila de chumbo.
Efeito: se o pé do isolador chegar a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo se transformarão em condutores elétricos, fato que pode ocorrer com o veículo em alta velocidade, causando falhas de ignição.
Soluções: Examine a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
- Troque as velas, pois é inútil tentar limpá-las.
05.RESÍDUOS GROSSOS DE CHUMBO
O pé do isolador apresenta-se parcialmente vitrificado e de cor amarelo-marrom.
Causas: aditivos antidetonantes no combustível, como tetraetila e tetrametila de chumbo. A vitrificação denuncia a fusão dos resíduos sob condições de forte aceleração de veículo.
Efeito: se o pé do isolador chegar a temperaturas muito altas, os resíduos de chumbo tornar-se-ão condutores elétricos, fato que pode ocorrer com veículos em alta velocidade, causando falhas de ignição.
Soluções: aconselha-se averiguar a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
- Troque as velas, pois é inútil tentar limpá-las.
06.RESíDUOS / IMPUREZAS
Camada de cinza grossa no pé do isolador, na câmara de aspiracão e no eletrodo-massa, de estrutura fofa e até cheia de escórias.
Causas: aditivos do óleo ou do combustível deixam resíduos incombustíveis na câmara de combustão (pistão, válvula, cabeçote) e na própria vela. Isso ocorre especialmente em motores com um consumo de óleo acima do normal, ou quando se utiliza combustível de qualidade inferior.
Efeitos: perda de potência do motor, decorrente de ignições por incandescência e danos ao motor.
Soluções: Examine a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
- Troque as velas.
- Regular o motor.
07.SUPERAQUECIMENTO
Eletrodo central fundido parcialmente.
Causas: combustão por incandescência causada por temperaturas extremamente elevadas na câmara de combustão em decorrência, por exemplo, de uso de vela muito quente; resíduos na câmara de combustão; válvulas defeituosas; ponto de ignição muito adiantado; mistura muito pobre; sistema de avanço do distribuidor com defeito; combustível de má qualidade; vela mal apertada.
Efeitos: falhas de ignição.
- Perda de potência.
- Danos ao motor.
Soluções: Examine a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
- Substitua as velas.
08.ELETRODO CENTRAL FUNDIDO
Eletrodo central completamente fundido, possível trinca no pé do isolador e eletrodo-massa parcialmente fundido.
Causas: superaquecimento do eletrodo central, que pode trincar o pé do isolador.
- Combustão normal com detonação ou ponto de ignição excessivamente adiantado.
Efeitos: falhas de ignição.
- Perda de potência.
- Danos ao motor.
Soluções: revise o carburador, o ponto de ignição, o distribuidor e o motor.
- Utilize velas corretas para o tipo de motor.
- Substitua as velas.
09.ELETRODOS CENTRAL E MASSA FUNDIDOS
Causas: combustão por incandescência causada por temperaturas extremamente elevadas na câmara de combustão em decorrência, por exemplo, de uso de vela muito quente; resíduos na câmara de combustão; válvulas defeituosas; ponto de ignição muito adiantado; mistura muito pobre; sistema de avanço do distribuidor com defeito; combustível não especificado para o tipo de motor.
Efeito: antes do dano total do motor, ocorre perda de potência.
Soluções: revise o carburador, o ponto de ignição, o distribuidor e o motor.
- Utilize velas corretas para o tipo de motor.
- Utilize combustível adequado para o tipo de motor.
- Substitua as velas.

10.DESGASTE EXCESSIVO DO ELETRODO CENTRAL(EROSÃO)
Causa – Não observância do tempo recomendado para a troca das velas.
Efeitos – Solavancos do motor devido a falhas de ignição (especialmente na aceleração do veículo); a tensão de ignição exigida, pela grande distância entre os eletrodos,é alta demais - Partida difícil.
Solução – Trocar as velas ou examiná-las de acordo com as instruções dos fabricantes. Certifi que-se do tipo ideal ao modelo o veículo, consultando sempre a tabela de aplicação ou recomendação do fabricante.
11.DESGASTE EXCESSIVO DOS ELETRODOS MASSA E CENTRAL (CORROSÃO)
Causas: presença de aditivos corrosivos no combustível e óleo lubrificante. Esta vela não foi sobrecarregada termicamente, não se tratando, portanto, de um problema de índice térmico. Depósitos de resíduos provocam influências no fluxo dos gases.
Efeitos: solavancos do motor devido a falhas de ignição (especialmente na aceleração do veículo).
- Partida difícil.
Soluções: troque as velas. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do veículo, consultando sempre a tabela de aplicação ou a recomendação do fabricante. Examine a qualidade do combustível que está sendo utilizado.
12.PÉ DO ISOLADOR TRINCADO
Causas: dano causado por pressão no eletrodo central como conseqüência do uso de ferramentas inadequadas na regulagem da folga. Exemplo: abrir os eletrodos com uma chave de fenda.
- Corrosão do eletrodo central por aditivos agressivos no combustível.
- Depósitos de resíduos de combustão entre o pé do isolador e o eletrodo central.
Efeitos: falhas de ignição (a faísca salta entre o isolador e a carcaça).
- Partida difícil.
Soluções: troque as velas. Certifique-se do tipo ideal ao modelo do veículo, consultando sempre a tabela de aplicação ou a recomendação do fabricante.
Examine a qualidade do combustível que está sendo utilizado.